Inveja? Eu???

Inveja? Eu???
Inveja? Eu???
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O sentimento de inveja é tão curioso que, mesmo que todos nós o sinta, dificilmente o admitimos.

O fato é que a inveja existe e está presente em todas as esferas do relacionamento humano, manifestando-se em todas as vertentes do nosso cotidiano. Entre amigos, colegas ou até familiares, são frequentes as invejas motivadas por comparações desfavoráveis do status de uma pessoa em relação à outra. O invejoso, sendo uma pessoa frágil, rende-se à sua própria insignificância provocando, antes disso, graves prejuízos na vida do invejado. A crítica é um exemplo, sendo das máscaras da inveja a mais sutil e, ao mesmo tempo, a mais evidente. Isto porque, sempre que caluniamos alguém – ou o criticamos destrutivamente – será porque nos sentimos inferiores a essa pessoa. Daí essa necessidade em falar mal da pessoa que tanto invejamos.

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“Num certo dia uma cobra voraz desejava a todo custo abocanhar o inofensivo vagalume. Ao que o último lhe pergunta: “Serpente, tu que és tão poderosa porque me desejas aniquilar?”. A serpente respondeu-lhe: “O teu brilho fascina-me e como eu não o posso ter, ninguém mais o terá. Por isso quero-te devorar.”

 

A inveja deriva da nossa tendência a nos compararmos: nos sentimos diminuídos, humilhados, quando alguém tem algo a mais que nós.

A manifestação mais frequente da inveja acontece entre irmãos. Cada um tem suas propriedades e, é claro, sempre um se destaca mais pela beleza, inteligência, habilidade no trato social ou na área profissional e financeira. Nesse caso, como em tantos outros, a inveja se acopla ao ciúme: irmãos disputam o amor dos mesmos pais e o anseio de serem “o queridinho” deles gera uma inevitável rivalidade. A tensão cresce e a hostilidade invejosa se manifesta de modo claro justamente quando um deles consegue obter melhores resultados ao longo dos anos da vida.

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Aquele que se sente por baixo, perdedor nessa disputa, experimenta uma mistura de sentimentos: antes de mais nada, sente-se humilhado, ou seja, ferido na vaidade (esse anseio que todos temos de nos destacar); ao se reconhecer por baixo, sente raiva, o que determina o surgimento de reações agressivas sutis ou frontais. Quase toda hostilidade gratuita deriva da inveja!

Ao longo da vida adulta, quase todos nós continuamos a nos comparar com aqueles com quem cruzamos, especialmente com os que consideramos nossos concorrentes. Sempre que nos sentimos perdedores nessa comparação – e isso depende, é claro, do julgamento que fazemos de nós mesmos e do outro – experimentamos a desagradável sensação de humilhação que pode gerar hostilidade ou, naqueles mais responsáveis, um afastamento que pretende exatamente evitar a manifestação agressiva. Ainda que haja o afastamento, o desconforto íntimo de ter se sentido por baixo, perdedor, continua a atormentar a mente do que sentiu inveja ao longo de algum tempo.

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Assim, quem sai mais prejudicado da inveja não são os outros, mas quem inveja. Ela é destrutiva, corrói a autoestima, destrói o crescimento individual, destruindo a sua auto aceitação porque não produz mudanças favoráveis ao desenvolvimento do invejoso, enquanto pessoa. Contaminado pelo ódio, o invejoso aproveita-se da projeção, tornando más as pessoas que são boas e, por não conseguir obter o que o invejado consegue, faz com que as qualidades do indivíduo invejado fiquem escondidas, por não as querer perceber perante os outros, numa tentativa de raiva e tristeza por tudo o que ele tem e conquistaFrustrado, e por negar os próprios sentimentos negativos que há dentro de si, o invejoso coloca todo o tipo de sentimentos maus naquele que é o objeto da sua inveja.

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Considerando que a inveja é instintiva, e portanto inata a todo ser humano, acredito que a única forma de lidar melhor com esse sentimento, e possivelmente reduzi-lo, é através do processo de autoconhecimento, e um dos caminhos para isso, e que indico, é o processo terapêutico.

Convido você a assistir o vídeo interessantíssimo do Historiador e Professor Leandro Karnal, que de maneira fantástica articula sobre o tema “inveja”.

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Karina Ferrari é Psicanalista, Terapeuta Holística e Coach, atuando em seus atendimentos com a Terapia Psicanalítica, o Reiki, a Terapia Floral de Bach, o Balanceamento Muscular (Cinesiologia) e Coaching. Instrutora e Pesquisadora dos Florais de Bach, com formação Internacional em Florais de Bach pelo Instituto Bach, tendo constante participação em cursos, palestras e conferências para aprofundamento sobre o tema. Realiza atendimento em consultório particular e empresas, ministra cursos e palestras sobre Reiki e sobre os Florais de Bach, ministra palestras voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional e é facilitadora de grupos de estudos no Instituto Religere. Agende uma sessão agora mesmo entrando em contato comigo, por telefone ou e-mail.

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