Mitocôndria — Respiração e Energia da Célula

Mitocôndria — Respiração e Energia da Célula
Mitocôndria — Respiração e Energia da Célula
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A importância da mitocôndria para nossas células

Provavelmente você já ouviu falar sobre as mitocôndrias. Deve ter estudado sobre elas para as provas de vestibulares.
As mitocôndrias são as principais organelas celulares. Estão presentes nas células eucariontes — que possuem núcleo separado do citoplasma — e são responsáveis pela produção de energia no interior da célula. A célula que a hospeda lhe fornece substâncias orgânicas como a glicose através dos alimentos que comemos, as quais a mitocôndria processa e converte em energia sob a forma de ATP (Trifosfato de Adenosina), sendo que esta energia gerada pode ser utilizada pela célula em reações bioquímicas.

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Uma mitocôndria tem entre 1,5 e 10 mícrons ou milionésimos de metro de comprimento e o seu diâmetro nunca ultrapassa 1 mícron — para se ter uma ideia comparativa, um fio de cabelo possui entre 60 e 120 micron — e apesar dessas dimensões minúsculas, a mitocôndria tem grande importância para o organismo humano podendo ser comparada a uma “usina da célula”.

A mitocôndria não gera a energia, mas libera a energia química contida nos alimentos, tornando-a aproveitável para as células. Em resumo, a função da mitocôndria é fazer a glicose ou outros nutrientes — como as gorduras — reagirem com o oxigênio captado na respiração, formando moléculas de água e de gás carbônico.

Essa reação libera a energia dos alimentos, que vai parar nas moléculas de ATP, legítimas baterias do organismo. Todo esse trabalho é realizado em etapas. Se a mitocôndria liberasse a energia de uma só vez, a célula explodiria feito uma bomba. Portanto, a mitocôndria funciona como o motor de um carro, queimando combustível aos poucos, para obter doses pequenas e contínuas de energia. Dessa maneira, a interação do oxigênio com a glicose acontece por meio de diversas reações.

 

Necessidade de energia X Quantidade de mitocôndrias na célula

karina-ferrari-terapia-ciencia-filosofia-mitocondria-celulaParte das reações realizadas pela mitocôndria para liberação de energia ocorre no seu recheio gelatinoso, ou seja, na matriz, sendo chamadas de ciclo do ácido cítrico ou ciclo de Krebs, nome dado em homenagem ao bioquímico inglês Hans Krebs (1900 — 1981), que ganhou o Prêmio Nobel de 1953 por ter desvendado sua complicada seqüência.

As substâncias químicas formadas no ciclo de Krebs escorregam para a superfície interna da organela. Ali, graças a uma série de enzimas, vão perdendo elétrons — partículas de carga negativa que giram ao redor do núcleo atômico — para os átomos de oxigênio em um processo denominado cadeia respiratória. No final, tudo termina em água que é utilizada pelo próprio organismo; gás carbônico que é jogado fora pela respiração; e moléculas de ATP, prontas a descarregar energia onde quer que ela seja necessária, desde que dentro dos limites da célula, pois uma célula nunca produz ATP para outra, cada uma tem que produzir energia para si.

Daí que células mais ativas possuem um número maior de mitocôndrias, que são bastante numerosas principalmente em células onde a demanda por energia for muito grande, como nas células nervosas — ou neurônios, que são células especializadas na condução de impulsos elétricos— , nas do coração, que tem atividade ininterrupta, e do fígado.

As do fígado, por exemplo, que trabalham exaustivamente na degradação de substâncias, possuem até 2.000 mitocôndrias, ocupando cerca de um quinto do seu volume. Porém, uma célula tem em média entre 100 e 150 dessas organelas em seu interior. O tamanho das mitocôndrias também decorre da quantidade de energia química que elas terão de produzir, conforme as necessidades da célula. Elas usam sempre metade de sua capacidade de produção de ATP, a outra metade da energia que arrancam dos nutrientes elas dissipam na forma de calor, ajudando o organismo humano, por exemplo, a manter seus 36 graus Celsius de praxe.

 
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Outras formas de produção de energia celular além das mitocôndrias

As hemácias — os glóbulos vermelhos do sangue — constituem uma rara exceção: não contêm mitocôndrias, pois são células de vida curta que não circulam por mais do que quatro meses. É como se justamente elas, que transportam o oxigênio por todo o organismo, não quisessem perder tempo com a respiração! Por isso, já nascem com um estoque de ATP suficiente para sobreviverem por esse período. Na realidade, nenhuma célula precisa rigorosamente do oxigênio para gerar ATP. Fora da mitocôndria — no líquido que preenche a célula, o citoplasma — também se produz ATP, graças à fermentação.

No caso, a substância fermentada é o ácido pirúvico, que surge quando enzimas do citoplasma quebram as moléculas de glicose vindas dos alimentos. Só que além de ATP esse tipo de reação resulta em outros produtos como o ácido lático, que são tóxicos para as células. Quando a pessoa faz exercício e sente os músculos doer, é devido à produção do ácido lático. Isso acontece porque as fibras musculares pedem mais energia do que as mitocôndrias estão conseguindo converter. Pode ocorrer durante o esforço muscular intenso, como uma corrida, sendo que na falta de oxigênio entregue via circulação sangüínea, a célula apela e passa a fermentar, até que o ácido lático trave os músculos em estado de fadiga.

Entretanto, não é só por essa situação dolorosa que a fermentação deixa de ser uma boa opção como mecanismo de converter energia para o corpo. A sua produção de ATP é muito baixa. Os cientistas calculam que as mitocôndrias, no final das contas, conseguem converter 1 mol de glicose em nada menos do que cerca de 36 moles de ATP — mol é a unidade que os químicos empregam para a massa das moléculas — sendo que na fermentação, 1 mol de glicose resulta em apenas 2 moles de ATP! Por isso é que se morre de asfixia: na ausência de oxigênio, as células não geram moléculas de ATP suficientes para continuar funcionando. As células cerebrais, grandes consumidoras, são uma das primeiras a sofrer com a queda de energia, morrendo rapidamente.

 

Mitocôndrias, uma herança materna

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As mitocôndrias se distribuem dentro das células no sentido de providenciar uma entrega rápida de ATP. Elas se concentram nas regiões de maior atividade. Nos espermatozóides, por exemplo, essas organelas disputam espaço nas proximidades do flagelo, a fim de garantir o seu batimento. Aliás, esta é a única participação das mitocôndrias na fecundação. Explica-se: os espermatozóides injetam apenas o seu núcleo no óvulo. E a receita para novas mitocôndrias está nas moléculas de DNA que elas mesmas carregam. Em geral, as nossas características são herança do pai e da mãe, porque são determinadas por genes de origem paterna e materna mas as mitocôndrias são herdadas apenas da mãe, porque só o óvulo contribui com essa organela.
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Karina Ferrari é Psicanalista, Terapeuta Holística e Coach, atuando em seus atendimentos com a Terapia Psicanalítica, o Reiki, a Terapia Floral de Bach, o Balanceamento Muscular (Cinesiologia) e Coaching. Instrutora e Pesquisadora dos Florais de Bach, com formação Internacional em Florais de Bach pelo Instituto Bach. Realiza atendimento em consultório particular e empresas, ministra cursos e palestras sobre Reiki e sobre os Florais de Bach, ministra palestras voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional e é facilitadora de grupos de estudos no Instituto Religere. Agende uma consulta agora mesmo entrando emcontato comigo, por telefone ou e-mail.

1 Comment

  1. Muito legal esse assunto.

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