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Neutralidade no processo terapêutico

Neutralidade no processo terapêutico
Neutralidade no processo terapêutico
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A neutralidade no processo terapêutico é uma das qualidades que o terapeuta deve desenvolver. Ser neutro significa não dar conselhos, opinião pessoal ou julgar segundo seus próprios valores morais, sociais e religiosos.
 

Eu já vi por aí muitos “terapeutas” dando soluções ou opiniões para seus clientes. Isso é antiético e pode impactar muito negativamente na vida do cliente.
 

É comum darmos a nossa opinião ou querermos ajudar a solucionar os problemas de nossos amigos e familiares, porém quando se trata de um cliente em processo terapêutico, isso não deve ser feito, pois estaremos vendo a questão do outro sob nossa ótica, e desta forma tenderemos a julgar a situação e as atitudes das pessoas envolvidas.
 

Como terapeutas, devemos ter em mente que nem sempre o que seria o melhor para nós é o melhor para nosso cliente também.
 

A função do terapeuta é ajudar o cliente a mudar sua percepção de vida, perante seus conflitos existenciais. É o cliente que deverá decidir qual caminho trilhar, qual decisão tomar. Podemos levar o cliente a pensar, refletir, fazendo-lhe perguntas.
 
 

Imagine que um cliente está tentando melhorar o relacionamento com a mãe e chega na sessão contando que durante a semana não se conteve, perdeu a paciência com algo que a mãe lhe disse e acabou xingando-a. Se o terapeuta lhe diz algo como: “nossa, mas você xingou a sua mãe?” ou “você precisa se controlar mais nessas horas!”, estará julgando seu cliente e perdendo a neutralidade. Isso pode fazer com que o cliente se sinta repreendido, julgado, e acabe fechando o campo que deve existir entre ambos para que o processo terapêutico aconteça.
 

Talvez este terapeuta possa dizer algo do tipo: “e como se sente / se sentiu depois de isso ter acontecido?” e assim poderá levar o cliente a entrar em contato com suas emoções e compreender melhor como aquela situação o afeta, para então direcionar melhor o atendimento. Poderia questionar por exemplo “o que foi que sua mãe lhe disse que o levou a perder a paciência?”, e então talvez ele possa perceber as expectativas que tem com relação à própria mãe.
 
 

Enfim, não existe uma receita, o importante é o terapeuta estar atento e não deixar que os próprios sentimentos e opiniões interfiram no processo. Se ele estiver consciente de si mesmo e fazendo seu processo de autoanálise, buscando constantemente se melhorar nas suas próprias questões, poderá conduzir o atendimento para realmente ajudar o cliente.
 

Se você é terapeuta, reflita sobre seu desenvolvimento pessoal, sua autoanálise.
 

Como mentora de terapeutas, é parte do meu trabalho ajudar a desenvolver terapeutas para que eles possam melhorar a qualidade de seus atendimentos e verdadeiramente conduzir seus processos terapêuticos de forma a ajudar aqueles que lhes procuram.
 

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Karina Ferrari é Psicanalista, Terapeuta Holística e Coach, atuando em seus atendimentos com a Terapia Psicanalítica, o Reiki, a Terapia Floral de Bach, o Balanceamento Muscular (Cinesiologia) e Coaching. Instrutora e Pesquisadora dos Florais de Bach, com formação Internacional em Florais de Bach pelo Instituto Bach, tendo constante participação em cursos, palestras e conferências para aprofundamento sobre o tema. Realiza atendimento em consultório particular e empresas, ministra cursos e palestras sobre Reiki e sobre os Florais de Bach, ministra palestras voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional e é facilitadora de grupos de estudos no Instituto Religere. Agende uma sessão agora mesmo entrando em contato comigo, por telefone ou e-mail.

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