Id, Ego, Superego e a mente consciente e inconsciente

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Id, Ego, Superego e a mente consciente e inconsciente
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Id, Ego, Superego e a mente consciente e inconsciente

Freud, ao estudar o funcionamento e a organização mental do homem, percebeu que o aparelho psíquico é organizado por uma sequência de lugares. Cada um deles é dotado de características ou funções diferentes, dispostos numa certa ordem, o que permite considerá-los como lugares psíquicos.

Freud estabeleceu, na sua primeira teoria tópica do aparelho psíquico, que ele se divide em consciente, pré-consciente e inconsciente. Na segunda teoria tópica, Freud estabeleceu três estruturas: o Id, o Ego e o Superego, que são as estruturas psíquicas (personagens) que se relacionam com o campo consciente, pré-consciente e inconsciente.

O campo consciente

Segundo Freud, o consciente é somente uma pequena parte da mente, incluindo tudo do que estamos cientes num dado momento.  É a região clara, a porção mais próxima da superfície do ser, onde fazemos uso de todas as memórias e de todos os conhecimentos adquiridos, deixando-os à disposição do indivíduo (ego) para o processamento do pensamento. É no consciente que encontramos a principal interação do indivíduo com a vida de relação, através da expressão daquilo que chamamos de ego (eu).

O campo pré-consciente

O pré-consciente é uma região do consciente um pouco mais profunda, logo abaixo deste, situado numa zona não tão clara, de penumbra, exercendo a função de um grande arquivo morto de tudo que está consolidado nas memórias do indivíduo, mas sem uma função objetiva no consciente, no momento presente.

Ideias, nomes, fatos que não são utilizados no dia a dia, ficam aí retidos, podendo ser resgatados sempre que o consciente necessitar do seu recurso. Exemplo, lembre-se agora da sua primeira escola, da sua primeira professora, etc. Antes de perguntado, você não estava acessando ou se lembrando desta informação, contudo provavelmente você pode lembrar ao ser estimulado pela pergunta.

 

O campo inconsciente – Id, Ego e Superego

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No inconsciente estão elementos instintivos não acessíveis à consciência. Além disso, há também material que foi excluído da consciência, censurado e reprimido por estar carregado de um nível intenso de emoção, tais como: sentimentos pesarosos, frustrações, lembranças desagradáveis, vivências proibidas, culpas, desejos irrealizáveis, etc.

 

Este arquivo inconsciente muitas vezes produz desequilíbrios internos, já que estes conteúdos de memórias pesarosas ou moralmente inadequadas tentam retornar para a luz do consciente. É como se no inconsciente guardássemos animais ferozes à procura de uma saída para o retorno ao seu mundo anterior.

 

Assim, o inconsciente é o local da psique que armazena os conteúdos de memórias reprimidas pelo ego. Ele é constituído por uma região arcaica que contém tendências inatas (inconsciente coletivo) e por uma região atual que mantém conteúdos reprimidos, aos quais foi recusado o acesso, pelo ego, ao sistema pré-consciente, pela ação das defesas (censura).

Censura

CensuraA censura é exercida pelo censor chamado de superego, e regula o intercâmbio entre consciente e inconsciente, tendo como função restringir o livre acesso, ao sistema pré-consciente/consciente (ego), dos desejos inconscientes que são impróprios ao indivíduo por serem inaceitáveis pelos seus padrões morais introjetados.

Atuando no campo consciente, está a censura moral consciente (que estabelece a parte consciente do superego), que inicialmente alertará, questionará o ego e, posteriormente o acusará, produzindo a culpa, quando não for atendido o apelo dos conteúdos introjetados nos padrões morais. A censura moral é sempre empática e estabelece restrições internas ao ego.

Já a censura que atua no campo inconsciente, não acusará abertamente o ego, mas produzirá distonias emocionais quando o ego agir fora dos padrões morais introjetados (angústias, insônia, tensões, tristeza, etc).

A censura é uma função permanente, uma barragem seletiva entre os sistemas inconsciente / pré-consciente e pré-consciente / consciente, estando na base de toda defesa do ego e de todo conflito psíquico.

A censura dos conteúdos inconscientes, por vezes, torna ininteligíveis os impulsos que atingem o ego, deformando-os. Encontramos estas deformações nos sonhos, delírios, atos falhos (que são os erros “insignificantes e sem justificativas plausíveis” de linguagem e do comportamento humano), sintomas obsessivos, compulsivos, medos, etc, não permitindo que o ego reconheça estes conteúdos  (desejos, sentimentos, emoções, etc) em sua real dimensão, necessitando de interpretações do analista para descobrir seu sentido.

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Karina Ferrari é Psicanalista, Terapeuta Holística e Coach, atuando em seus atendimentos com a Terapia Psicanalítica, o Reiki, a Terapia Floral de Bach, o Balanceamento Muscular (Cinesiologia) e Coaching. Instrutora e Pesquisadora dos Florais de Bach, com formação Internacional em Florais de Bach pelo Instituto Bach. Realiza atendimento em consultório particular e empresas, ministra cursos e palestras sobre Reiki e sobre os Florais de Bach, ministra palestras voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional e é facilitadora de grupos de estudos no Instituto Religere. Agende uma consulta agora mesmo entrando emcontato comigo, por telefone ou e-mail.

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