Sombra — O lado sombrio do nosso eu

Sombra — O lado sombrio do nosso eu
Sombra — O lado sombrio do nosso eu
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Carl Gustav Jung, ao longo do desenvolvimento do seu trabalho na Psicologia Analítica, nos trouxe o conceito de sombra.

A sombra representa o lado mais sombrio do nosso eu. Ela contém todas aquelas atividades e desejos que podem ser considerados imorais e violentos, aqueles que a sociedade, e até nós mesmos, não podemos aceitar. Ela nos leva a nos comportarmos de uma forma que normalmente não nos permitiríamos. E, quando isso ocorre, geralmente insistimos em afirmar que fomos acometidos por algo que estava além do nosso controle. Esse “algo” é a sombra, a parte primitiva da natureza do homem.

Provavelmente voccê já ouviu a história “O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, um romance do autor escocês Robert Louis Stevenson publicado originalmente em 1886. Na história, Gabriel John Utterson é um advogado londrino que investiga estranhas ocorrências entre seu velho amigo, o amável e laborioso cientista Dr. Henry Jekyll, e o violento e implacável Mr. Edward Hyde, cuja maldade ia assumindo proporções cada vez maiores.

“O estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde” integrou-se de tal forma na cultura popular que pensamos nele quando ouvimos alguém dizer, “eu não era eu mesmo”, ou “ele parecia possuído por um demônio”. Como diz o analista jungiano John Sanford, quando uma história como essa nos toca tão a fundo e nos soa tão verdadeira, é porque ela contém uma qualidade arquetípica – ela fala a um ponto em nós que é universal.

Cada um de nós possui um Dr. Jekyll e um Mr. Hyde, uma personalidade agradável para o uso cotidiano, e um eu oculto. Emoções e comportamentos negativos de raiva, inveja, vergonha, falsidade, ressentimento, lascívia, cobiça, tendências suicidas e homicidas, ficam escondidos logo abaixo da superfície, mascarados pelo nosso eu mais apropriado às conveniências.

Mas a sombra exerce também um outro papel, possui um aspecto positivo, uma vez que é responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insight e pela emoção profunda, características necessárias ao pleno desenvolvimento humano. De acordo com a analista jungiana Liliane Frey-Rohn, esse escuro tesouro inclui nossa porção infantil, nossos apegos emocionais e sintomas neuróticos bem como nossos talentos e dons não desenvolvidos. A sombra, diz ela, “mantém contato com as profundezas perdidas da alma, com a vida e a vitalidade – o superior, o universalmente humano, sim, mesmo o criativo podem ser percebidos ali”.

Frequentemente, por medo de olharmos para dentro de nós mesmos e vermos como realmente somos, projetamos a nossa sombra no outro. Por isso é importante entrarmos em contato com o nosso interior e identificarmos nossas sombras, para assim, podermos torná-las mais clara quanto possível.

Reflita:

Que tal encontrar um equilíbrio relativo entre aquilo que seu coração anseia e o que os outros desejam?
– Faça uma lista de manifestações de sua sombra. Isso tudo que nega em si mesmo o inspirará a conhecer-se melhor – você é assim.
– Enumere três atitudes que não gosta que tomem com você. Será que você também não possui essas atitudes dentro de você?
“Passamos nossa vida, até os 20 anos, decidindo quais as partes de nós mesmos que poremos na “sacola”, e passamos o resto da vida tentando retirá-las de lá.”
Robert Bly

Referências
Wikipedia, a enciclopédia livre.

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Karina Ferrari é Psicanalista, Terapeuta Holística e Coach, atuando em seus atendimentos com a Terapia Psicanalítica, o Reiki, a Terapia Floral de Bach, o Balanceamento Muscular (Cinesiologia) e Coaching. Instrutora e Pesquisadora dos Florais de Bach, com formação Internacional em Florais de Bach pelo Instituto Bach.Realiza atendimento em consultório particular e empresas, ministra cursos e palestras sobre Reiki e sobre os Florais de Bach, ministra palestras voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional e é facilitadora de grupos de estudos no Instituto Religere.Agende uma consulta agora mesmo entrando emcontato comigo, por telefone ou e-mail.

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