Superego — O Julgador dos Nossos Pensamentos

Superego — O Julgador dos Nossos Pensamentos
Superego — O Julgador dos Nossos Pensamentos
User Rating: 4.6 (2 votes)

O que é Superego?

Superego é a última estrutura da personalidade e se desenvolve a partir do ego. O superego atua como um juiz ou censor sobre as atividades e pensamentos do ego, é o depósito dos códigos morais, modelos de conduta e dos parâmetros que constituem as inibições da personalidade.

A introjeção das primeiras proibições parentais acarreta, dentro do ego, alterações que visam a ajustar o indivíduo. Estas alterações são os precursores do superego que alerta e acusa abertamente o ego (observação: entenda-se por “pais” e “parentais” aqueles que cuidam e influenciam na educação da criança: pais, tios, avós, irmãos mais velhos, professores, etc).

Estabelecido o superego aos cinco ou seis anos, alteram-se várias funções mentais. Parte da ansiedade da criança transforma-se em sentimentos de culpa. Já não é um perigo externo ou a perda do amor que se teme , mas sim um representante internos deste perigo, que ameaça de dentro. A “perda da proteção, da apreciação do superego”, ou “a punição interna, executada pelo superego”, é sentida como diminuição dolorosíssima do seu prazer e, em alguns casos extremos, como aniquilação do seu auto amor (autoestima).

A satisfação das exigências do superego não só alivia como traz sentimentos definidos de prazer e segurança, do mesmo tipo que as crianças experimentam, a partir de provisões externas de amor, quando fazem com que os pais aprovem suas atitudes. A recusa de uma atitude, pelo superego, acarreta sentimentos de culpa e remorso (culpa ressentida e crônica) semelhantes aos sentimentos que as crianças têm de não serem amadas.

Podemos dizer que pais tiranos estabelecem superegos tiranos, pais que fazem pensar (uso do ego que avalia) introjetam superegos educadores e pais que não cobram nada estabelecem, em termos de restrição, um superego permissivo (neste último caso, podemos até caracterizar como “ausência” de superego).

Compartilhe sua Opinião ou Tire suas dúvidas!
Karina Ferrari é Psicanalista, Terapeuta Holística e Coach, atuando em seus atendimentos com a Terapia Psicanalítica, o Reiki, a Terapia Floral de Bach, o Balanceamento Muscular (Cinesiologia) e Coaching. Instrutora e Pesquisadora dos Florais de Bach, com formação Internacional em Florais de Bach pelo Instituto Bach. Realiza atendimento em consultório particular e empresas, ministra cursos e palestras sobre Reiki e sobre os Florais de Bach, ministra palestras voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional e é facilitadora de grupos de estudos no Instituto Religere. Agende uma consulta agora mesmo entrando emcontato comigo, por telefone ou e-mail.

2 Comments

  1. Olá Karina, no caso de pessoas que foram criadas pelos pais com muitas exigencias e crenças muito limitantes (a vida é ruim mesmo, somos todos pecadores, ganhar muito dinheiro nao é de deus, sexo é pecado, voce é burro, voce é ruim, nao merecemos coisas boas na vida porque somos pecadores) pelo que venho estudando, se tornarão pessoas com baixissima auto-estima, que nao se permitem nada, se punem inconscientemente muito severamente, e o pior, por conta de todos os insucessos provindos da auto punição inconsciente, tomarão isso como um castigo de deus, o que reforçará a ideia de que sao sujas e deus as esta castigando.

    No casos de pessoas assim com um super-ego muito repressor e punidor como reconfigurar o super ego ja que o “programa” instalado dos 0 aos 7 e dos 8 aos 14 é o que mais tem força em seu psiquismo ?

    • Olá Felipe,

      Um superego muito repressor, punidor, tirano, pode sim ser flexibilizado. Isso acontece na medida em que a pessoa vai tomando consciência da sua situação, compreendendo o que a levou a agir de tal forma até o momento atual e decidindo tomar novas diretrizes na vida. Para que isso aconteça, ela tem que se identificar com um novo modelo e introjetar este modelo como ideal para o seu ego, mudando seus valores.

      Existem mudanças de valores que ocorrem naturalmente, à medida em que vamos vivendo. Outras podem levar mais tempo e necessitar de um acompanhamento terapêutico.

Leave a Reply